quinta-feira, 11 de novembro de 2010

há uma tal angústia que hoje se anuncia,
ao evaporar das uvas verdes um gosto de poema,
que me faz desejar ardentemente tua boca
e desfolhar em teu regaço as pérolas de uma canção

meu bem, meu bem
é como desejar meio sem jeito

esse silêncio é cheio de linguagem
esse espelho é repleto de imagens
que não cessem as olivas da tua poesia
que não cessem os mistérios que nos movem

mas esse não-ser de nós(de carne e osso), meu bem...
ah! me dá um nó na garganta